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Realização: Ministério Público do Estado de São Paulo

Fórum de Educação
Especial e Inclusão

Escola, família e saúde em rede

Quando
Sábado, 24 de outubro de 2026, 8h às 16h30
Onde
Anfiteatro Central da Estácio de Sá, Ribeirão Preto
Quanto
Gratuito, com certificado
  • Família
  • Escola
  • Saúde
Três caminhos — família, escola e saúde — que se encontram num compromisso comum ao fim do dia.
Cada público chega por um caminho. Ao fim do dia, todos assinam o mesmo documento: a Carta de Ribeirão Preto pela Inclusão.

O que é

Um dia de trabalho que reúne professores, gestores escolares, famílias, equipes de saúde e o Ministério Público para sair com encaminhamentos escritos, não com boas intenções.

O Fórum se apoia no artigo 27 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que torna dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.

A manhã e a tarde alternam formação e trabalho em grupo. Nas oficinas, cada público se separa em sua sala para tratar do que é seu; nas mesas de convergência e na plenária, todos voltam ao mesmo auditório. É esse vaivém que produz a Carta lida no encerramento.

Quem participa

A inscrição é aberta às redes pública e privada de Ribeirão Preto e região. As convocações formais seguem para as escolas municipais, estaduais e particulares do município.

Professores e gestores escolares
Educação infantil, fundamental I e II e ensino médio
Professores de Apoio e AEE
Profissionais do atendimento educacional especializado
Famílias
Pais, mães, responsáveis, cuidadores e familiares de estudantes com deficiência ou necessidades específicas
Equipes de saúde
Psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, neuropediatras, psicopedagogos e assistentes sociais
Gestores públicos
Secretaria Municipal de Educação, Secretaria da Saúde e órgãos parceiros
Entidades e conselhos
APAE, AMA, RIBDOWN e demais entidades do terceiro setor

O dia

Quatro palestras nacionais, duas mesas de convergência, três salas de trabalho simultâneas e uma plenária final.

  1. 8h00–8h30 Credenciamento

    Recepção, entrega de material e painéis sobre legislação e boas práticas de inclusão.

  2. 8h30–8h45 Abertura

    Boas-vindas do Ministério Público do Estado de São Paulo e dos organizadores.

  3. 8h45–9h25 1Palestra com Lucelmo Lacerda

    Inclusão escolar com evidência: PEI, aprendizagem e manejo pedagógico.

  4. 9h25–10h05 2Palestra com a Profa. Dra. Euniceia

    Tema a divulgar.

  5. 10h05–10h25 Mesa de convergência

    “O que precisa mudar já em Ribeirão Preto na saúde inclusiva?” Com os palestrantes, as secretarias estadual e municipal de educação e o Ministério Público.

  6. 10h25–10h45 Intervalo
  7. 10h45–12h00 O auditório se divide em três salas

    Primeiro a oficina, depois grupos de cinco a seis pessoas. Cada grupo define três problemas prioritários, três propostas viáveis e um compromisso institucional.

    Sala 1 — FamíliaParceria que acolhe
    Sala 2 — EscolaDa intenção à rotina
    Sala 3 — SaúdeLaudos, linguagem e fluxos
  8. 12h00–13h15 Almoço
  9. 13h15–13h55 3Palestra com o Dr. Marcos Arruda

    Neurodesenvolvimento e seus transtornos: uma odisseia pelo cérebro infantil e a inclusão escolar.

  10. 13h55–14h35 4Palestra com o Dr. Paulo Kroeff

    Educação inclusiva na prática: da política institucional à cultura escolar.

  11. 14h35–14h55 Mesa de convergência

    “O que precisa mudar já em mim, na família e na escola?” Com os palestrantes e representantes da educação, da saúde e das escolas.

  12. 14h55–15h15 Intervalo
  13. 15h15–16h00 Plenária final

    As três salas voltam ao auditório e apresentam seus resultados. Debate mediado com os palestrantes e consolidação das propostas.

  14. 16h00–16h30 Encerramento

    Leitura coletiva e assinatura simbólica da Carta de Ribeirão Preto pela Inclusão. Entrega de certificados.

Quem fala

  1. Palestra 1, 8h45

    Lucelmo Lacerda

    Inclusão escolar com evidência: PEI, aprendizagem e manejo pedagógico. Neurodesenvolvimento, aprendizagem e diálogo efetivo entre saúde e escola.

  2. Palestra 2, 9h25

    Profa. Dra. Euniceia

    Tema a divulgar.

  3. Palestra 3, 13h15

    Dr. Marcos Arruda

    Neurodesenvolvimento e seus transtornos: uma odisseia pelo cérebro infantil e a inclusão escolar.

    Médico neuropediatra.

  4. Palestra 4, 13h55

    Dr. Paulo Kroeff

    Educação inclusiva na prática: da política institucional à cultura escolar. Dignidade humana, fundamento de toda inclusão: contribuições da Logoterapia e da teoria sistêmica.

    Psicólogo e logoterapeuta. Doutor em Psicologia e mestre em Educação, professor aposentado da UFRGS, ex-membro do COEPEDE-RS e ex-integrante do CONADE.

As três salas

Você escolhe uma sala na inscrição. Cada uma tem dois mediadores, um da educação e outro da saúde, e termina com um produto que você leva embora.

Sala 1 — Família

Parceria que acolhe

Para pais, mães, responsáveis, cuidadores e representantes de associações. Vivências do dia a dia viram propostas de parceria com a escola e com a saúde, passando por direitos, comunicação não violenta e manejo de conflitos institucionais.

Você sai com um quadro de compromissos de acolhimento, comunicação e continuidade do cuidado.

Sala 2 — Escola

Da intenção à rotina

Para professores, coordenadores, orientadores, gestores e professores de AEE das redes pública e privada. Ferramentas de planejamento, adaptação e manejo para o cotidiano da sala de aula inclusiva.

Você sai com um protocolo mínimo de inclusão e um roteiro de ações para os 90 dias seguintes.

Sala 3 — Equipe de Saúde

Laudos, linguagem e fluxos

Para psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, neuropediatras, psicopedagogos e assistentes sociais. Que informação a escola precisa de um laudo, como escrever relatórios úteis e como articular clínica e escola.

Você sai com um fluxo de comunicação saúde–escola–família e um modelo de relatório funcional.

A Carta de Ribeirão Preto

O que as três salas produzem vira um documento único, lido e assinado no encerramento. A Carta registrará, no mínimo, o compromisso de:

  1. Manter a comunicação entre família, escola e saúde, para que os planos de inclusão não se percam na troca de ano ou de escola.
  2. Ampliar a formação continuada de professores e equipes escolares em práticas inclusivas baseadas em evidências.
  3. Organizar os fluxos de encaminhamento e a acessibilidade pedagógica entre serviços de saúde e escolas.
  4. Acompanhar as metas assumidas junto ao Ministério Público e às Secretarias de Educação e da Saúde.